segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Alguma coisa sobre sonhos e realidades

Sonhar é preciso. E muito fácil. Serve-nos para reavivar desejos, para traçarmos metas, para fazermos planos, para asseverar a gana de viver. Serve-nos para ir em busca de estados e sensações, para nos conduzir a sentimentos.
E quanto contentamento quando se tornam reais, palpáveis. Nos invade uma sensação de prazer e realização pelo sucesso na empreitada, por conseguirmos atingir o tão (literalmente) sonhado ponto. É como romper a faixa branca ao cruzarmos a linha de chegada. É aquela sensação de soco no ar. É sorriso incontido. É deslumbramento. É como se realmente entrássemos no sonho, numa aura e numa névoa encantada. É de fato a constatação de que sonho e realidade se fundiram.
Mas não só. É também todo o prazer da sensação ou do estado em si. Além do júbilo com o atingir o sonho, há o júbilo com o que o sonhado nos proporciona. Seja o amor, a alegria, a paz, o deleite, o sabor, o aroma. Os sonhos alcançados nos transportam para uma nova realidade de prazer, que nos invade a alma. Há um múltipla felicidade, evidenciada em dois pontos: a coisa do alcance e a coisa do sonho em concreto, de vivê-lo.
Entretanto, é preciso constatar-se que o sonho quer mais de nós. Ele não é um estado dado que estagna e paralisa o tempo e a vida. Os sonhos não são estáticos e eternos. Alcançá-los não significa cruzar a linha de chagada, receber abraços, sorrir, sentar, pegar a toalhinha e saborear um copinho de água gelada, enquanto se recebe uma boa massagem.
É preciso que prolonguemos o prazer ao infinito. É preciso sempre manter o sonho, caso contrário a sensação de escorrer pelos dedos pode anular todo aquele contentamento com o anterior alcance. É preciso, creio, que nos comprometamos com nossos sonhos quando eles já nem mais tem essa denominação. Talvez a realidade que nos é trazida seja como um novo modo de viver, de agir. Talvez seja um elevação de nós mesmos que sempre há de ser mantida.
Sonhar é fácil. Atingir o sonho é possível. Mantê-lo real é demasiado difícil. Nos exige cautela, paciência, sabedoria e, principalmente, coragem. Afinal, uma nova realidade (incrível) nos penetra, enquanto estávamos a viver uma outra e sempre restarão resquícios do que se foi no que está a ser. É preciso transpor o velho para que concretizemos o novo, o desejado. É preciso enfrentar os eventuais choques entre as tais realidades para enfim assentarmos esse novo estado, mágico e extraordinário.
Que saibamos sempre sermos mais para chegarmos ao sonho e sabermos torná-los efetivos. Ainda que difícil e árduo é preciso que tenhamos a serenidade e a perspicácia necessárias para bem acolher a os sonhos que se tornam realidade. Talvez uma das formas de fazer valer o esforço empreendido para alcançar um sonho seja mantê-lo em concreto, fazer dele a rotina de nossas vidas.

1 comentários:

  1. É João Pedro, de fato uma das formas de fazer valer o esforço empreendido para alcançar um sonho, creio eu, seja a determinação, a busca constante, mesmo quando caímos algumas vezes.

    Rosângela Pachêco.

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